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Fenômeno da Moda Periférica: Da Marginalização às Passarelas

  • Foto do escritor: Fábio Almeida
    Fábio Almeida
  • 30 de mar.
  • 2 min de leitura
Entre modelos e influenciadores no mundo da moda, posar para fotos usando camisas de futebol, não era algo muito popular, porém algo tem mudado nos ultimos anos, como explicar esse fenômeno socialmente na moda?

Nos últimos anos, a relação entre moda e identidade tem se mostrado cada vez mais complexa, especialmente quando se trata de estilos que emergem das periferias. Um

exemplo, é a recente polêmica em torno de Alessandra Ambrósio (modelo internacional brasileira), que durante a Paris Fashion Week de 2024, usou uma camiseta de time de futebol do Grêmio, patrocinada pela marca de cerveja Brahma, em uma campanha no Instagram. Essa escolha, antes considerada deselegante em contextos formais, lança luz sobre uma mudança significativa na percepção no uso de camisetas de times de futebol.

Geovana Rodrigues, formada em Estilismo e Coordenação de Moda, compartilha que existe um termo usado na moda, chamado “Bubble up” (de baixo para cima), que consiste em tendências que nascem nas ruas e comunidades, ganhando força até influenciar as passarelas. No entanto, muitas vezes, suas origens não são reconhecidas.

“A indústria adota e romantiza essas culturas como se fossem inovações. Essa falta de reconhecimento faz com que a força e autenticidade da narrativa periférica sejam invisíveis”.

Afirma Geovana Rodrigues.



Além das periferias

A moda periférica, que nasce nas ruas,representa um estilo de vida que se espalha

para além das comunidades periféricas. No entanto, antes, ela parecia ser ignorada por

nomes influentes do cenário internacional. Um exemplo é a Balenciaga (marca de grife,

original da Espanha), que lançou o que a mídia descreveu como “A camisa mais cara de futebol”, reinterpretando um design típico de uniformes esportivos. Essa situação evidencia o poder de influência que existe na periferia. Logo é necessario ser protagonista do proprio movimento de influencia na moda.


Gabriel Alves da Silva, estilista e mora dor da Cohab na zona norte de São Paulo, é um

exemplo de protagonismo na moda periférica. Ganhador do reality show Design Vision 2021 e diretor criativo de algumas coleções para lojas de departamento, uma delas a Pernambucanas, enfatiza a força da produção periférica:


“Sempre estivemos aqui, nunca deixamos de produzir moda. Não estamos brigando com a moda tradicional; temos nossos próprios lugares de poder. O que foi construído pela moda tradicional foi lindo, mas não faz mais sentido para a geração atual.”
  • Gabriel Alves da Silva, estilista.


Wesley Xavier, especialista em tendências e consumo periférico, complementa com a frase de Nêgo Bispo (escritor, filósofo, poeta, professor, líder quilombola e ativista político brasileiro):

“Podem roubar nossos signos, mas nunca roubaram nossos significados”.

  • Nêgo Bispo, professor.



Foto SAMU @atanazio_socrates


 
 
 

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